Iniciando a prática de atividade física na terceira idade

A decisão de tornar-se fisicamente ativo pode ser uma das melhores a ser feita pela saúde. O exercício e a atividade física não são ótimos apenas para a saúde física e mental, mas também podem ajudar na manutenção da independente à medida que se envelhece. 



Entretanto, nem sempre é muito fácil iniciar este processo, especialmente quando a pessoa não foi muito ativa ao longo de toda a sua vida. Para qualquer mudança de comportamento, a psicologia propõe algumas fases de motivação, e conhecê-las, pode auxiliar na adoção de um estilo de vida ativo.


Os seis estágios de mudança de comportamento (Prochaska & DiClemente, 1980)


1) Pré-contemplação (“que problema?”) - As pessoas nem sempre têm consciência de que seu comportamento pode trazer prejuízos para sua saúde. Então, nessa etapa o problema é conhecido, isto é, evidencia-se os danos do sedentarismo e os benefícios da prática de exercícios físicos.


2) Contemplação (“ok, talvez exista um problema”) - No segundo estágio, há um reconhecimento que seu comportamento é problemático e começa-se a olhar para os prós e contras de suas ações. É a famosa “virada de chave” para um novo hábito. Conscientiza-se, então, sobre a necessidade de começar uma atividade física.

3) Preparação (“me sinto pronto”) –
Obviamente, não se espera que uma grande mudança ocorra da noite para o dia, ou que ela venha sem desafios. Nessa etapa, compreende-se quais são os pequenos passos possíveis em direção a mudança de comportamento e define-se algumas das dificuldades que possam ser enfrentadas. Por exemplo, acesso difícil a um local de prática de atividade física, falta de recursos financeiros e/ou de companhia para tal.


4) Ação (“vou agir”) - Na quarta etapa, decide-se pela mudança de comportamento. Por isso, é importante traçar objetivos palpáveis e com prazos bem definidos para ir acompanhando a evolução rumo à construção de um novo hábito. Por exemplo, encontrar um local adequado e de fácil acesso e uma companhia/grupo para a prática de atividades física.


5) Manutenção (“continuar a agir”) - Talvez, o maior desafio na mudança de comportamento seja a consistência. Nessa etapa, o mais importante é criar mecanismos de reforço positivo do novo hábito, bem como relembrar os ganhos e benefícios do novo comportamento. No caso da atividade física, começa-se a perceber maior disposição física e melhor humor no dia a dia, bem como mudanças nas estruturas corporais (emagrecimento, aumento da massa muscular).


6) Recaída (“interrompi minha ação”) - A mudança de comportamento dificilmente será linear, e sim, cíclica. Por isso, a recaída, ou a regressão para etapas anteriores, é algo completamente esperado dentro do processo. O mais importante de se observar aqui, são os gatilhos indutores dessa regressão. O que aconteceu que fez retomar o hábito antigo? O clima frio ou chuvoso. A falta de companhia. Enfim, sabendo-se o motivo, pode-se tentar evitá-lo ou preparar-se melhor para enfrenta-lo.

 

De quanta atividade física os idosos precisam?
De acordo com o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, o idoso deve fazer pelo menos 150 minutos (2 horas e meia) por semana de exercícios aeróbicos de intensidade moderada, como caminhada rápida ou dança rápida. 


Também deve realizar atividades de fortalecimento muscular, como levantar pesos ou fazer abdominais, pelo menos 2 dias por semana. As Diretrizes de Atividade Física também recomendam que se combine vários componentes de exercícios, como por exemplo, treino de equilíbrio, atividades aeróbicas e de fortalecimento muscular.


Assim, o idoso que não tinha, até então, o hábito do exercício físico, pode iniciar procurando detectar o que o impede de praticar regularmente. Se possível, é importante ter acompanhamento ou aconselhamento de um profissional da Educação Física. Tanto a quantidade como a intensidade do exercício físico praticado devem ir se elevando aos poucos.


OBS.: Nesta tragédia que vivemos, com enchentes por todo o RS, ajude os idosos doando roupas e sapatos masculinos e femininos de tamanho grande, alimentos não perecíveis, cobertores, toalhas, travesseiros, medicações de uso continuo e fraldas geriátricas.


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